O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, informou que novas tarifas sobre importações devem ser aplicadas em breve, sem especificar um cronograma exato. Em entrevista à CNBC, Greer comentou que essa ação está prevista para os próximos dias, em resposta a uma reportagem do jornal Financial Times que antecipou a divulgação dessas sobretaxas.
Nos últimos dias, os Estados Unidos já implementaram uma tarifa de 25% sobre uma grande parte das importações do Brasil e de 50% sobre o Canadá, fundamentando-se em práticas comerciais consideradas injustas. Durante a entrevista, Greer mencionou especificamente uma possível sobretaxa de 12,5% que pode ser aplicada ao Brasil e a outras 59 nações, citando a necessidade de combater a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e escravo, uma questão que ele havia levantado anteriormente.
Greer destacou que os EUA possuem legislações que proíbem o comércio de produtos fabricados sob condições de trabalho forçado, ressaltando que a maioria dos outros países não adota normas semelhantes ou não as aplica efetivamente. Ele afirmou que, se essa tarifa for confirmada, ela abrangerá cerca de 99% do comércio exterior americano, evidenciando a gravidade do problema enfrentado.
Uma decisão da Suprema Corte dos EUA, datada de fevereiro deste ano, havia anulado tarifas americanas sobre importações de 184 países e territórios, incluindo a União Europeia, que foram impostas no Dia da Libertação, celebrado em 2 de abril de 2025. O tribunal argumentou que a invocação da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa) por Donald Trump, para justificar essas taxas, foi considerada irregular.
Após essa decisão, o presidente americano impôs uma tarifa global temporária de 10%, que está prevista para expirar na próxima sexta-feira (24). Desde a deliberação da Suprema Corte, Greer vem buscando alternativas legais para implementar novas tarifas sobre outros países, refletindo a continuidade das tensões comerciais dos Estados Unidos no cenário internacional.




