Na quarta-feira, 30 de julho de 2026, o Papa Leão XIV deu um passo importante nas relações entre o Vaticano e a China ao confirmar a nomeação de dois novos bispos. Sob o acordo provisório estabelecido entre o Vaticano e Pequim, Francis Xavier Duan Yongkun foi designado como bispo coadjutor de Bameng, enquanto Joseph Chang Yanfeng assume a liderança da Diocese de Chifeng. Essa ação busca preencher lacunas na hierarquia e promover a unificação da Igreja Católica na região, que enfrenta divisões há décadas.
Os novos bispos possuem perfis distintos. Francis Xavier Duan Yongkun, de 45 anos, nasceu na Mongólia Interior e possui formação teológica em Hebei, além de ter realizado estudos acadêmicos em Pequim e Taiwan. Antes de sua nomeação, ele atuava como vigário-geral e pároco da catedral de Bameng. Já Joseph Chang Yanfeng, ao assumir a Diocese de Chifeng, reforça a presença de líderes reconhecidos pela Santa Sé em uma área marcada por tensões entre diferentes facções da Igreja.
Desde 1951, a Santa Sé e a China não mantêm relações diplomáticas formais, o que resultou na divisão dos fiéis entre uma igreja estatal e outra clandestina, fiel ao Papa. O acordo provisório, que foi assinado em 2018 e renovado até 2028, estabelece um processo de seleção conjunta: o governo chinês propõe nomes para os bispos, mas a decisão final fica a cargo do Papa, que pode aceitar ou rejeitar as indicações.
A transição entre a morte do Papa Francisco e a ascensão de Leão XIV não foi isenta de desafios. Em abril de 2025, as autoridades chinesas selecionaram de forma unilateral dois bispos, um deles para a diocese de Xinxiang, que já contava com um líder reconhecido pelo Vaticano. Essa ação foi interpretada como uma mensagem do Partido Comunista, sinalizando que a ausência de um Papa não impediria as decisões sobre a Igreja na China.
O Papa Leão XIV utiliza sua experiência missionária para buscar a reconciliação entre as comunidades católicas chinesas. Seu objetivo é permitir que os fiéis pratiquem sua fé em harmonia e contribuam para a superação das divisões internas. Para o Papa, assegurar que os bispos estejam em comunhão com o sucessor de Pedro é fundamental para garantir a unidade da Igreja local com a Igreja universal ao redor do mundo.




