Na noite de quinta-feira, 20, um advogado de 44 anos foi preso em flagrante após agredir sua filha de seis anos dentro de um elevador em um condomínio localizado na Vila Siqueira, zona Norte de São Paulo. A agressão foi registrada por câmeras de segurança do local, que mostraram o homem chacoalhando a menina e puxando seu cabelo. As imagens, consideradas fortes, foram editadas antes de serem divulgadas.
Após a identificação da agressão pelos funcionários do condomínio, a Polícia Militar foi chamada e, ao chegar no local, os policiais se dirigiram ao apartamento do advogado. Durante a abordagem, a mãe da criança relatou também ter sido agredida. O homem justificou seu comportamento alegando que se desesperou após a menina ter desaparecido por um breve período e admitiu ter consumido bebida alcoólica, o que, segundo ele, afetou sua memória sobre os acontecimentos do dia.
No depoimento, a mãe contou que havia deixado o marido cuidando da filha enquanto ia trabalhar, uma vez que ele realiza suas atividades em home office. Ao retornar, ao entrar no elevador, ela ouviu o marido xingando a criança. Ao intervir na discussão, ambos acabaram se agredindo fisicamente. A mulher decidiu então levar a filha para outro cômodo e, em seguida, a síndica do condomínio informou que havia acionado a Polícia Militar.
Quando os policiais chegaram ao apartamento, encontraram o advogado trancado em um dos cômodos e o local estava em desordem, com diversos objetos espalhados. O homem alegou que a criança estaria no hall de entrada do prédio enquanto ele se ausentou, e que seu desespero ao não encontrá-la teria levado às agressões.
Em sua declaração, o advogado expressou que “pode ter sido um pouco ríspido” com a filha, mas não se recorda de ter agredido a criança fisicamente. Ele afirmou que tinha “95% de certeza de que não encostou na esposa” e que a discussão entre eles foi apenas verbal. O advogado também mencionou que, ao ser abordado pelos policiais, decidiu não atender aos agentes devido ao seu conhecimento sobre os direitos legais.
O caso foi registrado como crime de maus-tratos pela 4ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e o advogado permanece preso à disposição da Justiça.




