Luigi Mangione, de 28 anos, reconheceu sua culpa pelo assassinato de Brian Thompson, CEO da seguradora de saúde UnitedHealthcare, durante uma audiência realizada na última sexta-feira (14) em um tribunal federal em Nova York. Em suas declarações, o réu afirmou: "Eu atirei no Sr. Thompson e ele morreu. Eu sabia que o que estava fazendo era ilegal".
O crime ocorreu em 2024 e, , foi motivado por dores intensas que ele enfrentava, além de observar outras pessoas passando por situações semelhantes. Ele planejou o assassinato após tomar conhecimento de uma conferência de investidores da empresa, utilizando uma impressora 3D para fabricar parte da arma.
A juíza Margaret Garnett, que presidiu a audiência, indicou que Mangione poderá ser condenado a uma pena máxima de prisão perpétua, com a sentença marcada para ser proferida no dia 18 de dezembro. O Ministério Público Federal está solicitando uma pena que varia entre 292 e 365 meses de reclusão.
Além das acusações federais, Mangione também enfrenta um processo estadual por homicídio, com o julgamento agendado para o início de setembro. As acusações federais são mais severas e não oferecem a possibilidade de liberdade condicional, enquanto a acusação estadual pode resultar em uma pena que varia de 25 anos até prisão perpétua.
Atualmente, Luigi Mangione permanece detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn. Inicialmente, ele havia se declarado inocente tanto das acusações federais quanto estaduais, e estava previsto que fosse a julgamento em janeiro em um tribunal federal por duas acusações de perseguição relacionadas ao assassinato de Thompson.
Os advogados de Mangione têm argumentado sobre a possibilidade de dupla punição pelo mesmo crime, mas até o momento não obtiveram sucesso em suas tentativas de barrar o julgamento estadual.




