Um rapaz de 19 anos foi atendido em uma unidade de saúde após relatar ter sido atacado por um animal, supostamente uma onça, na área rural do distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã, localizado a cerca de 315 quilômetros de Campo Grande. O incidente ocorreu na quinta-feira (13), enquanto ele trabalhava em uma colheitadeira.
De acordo com informações do prontuário médico, o jovem afirmou que desceu da máquina para verificar algo e, ao se voltar para a mata, foi surpreendido pelo ataque do animal. Ele sofreu escoriações e também bateu a cabeça contra uma estrutura metálica, levando à perda de consciência por alguns minutos, embora não soubesse dizer a duração exata desse período.
Durante o atendimento na UBS (Unidade Básica de Saúde) Rosangela Pereira, o paciente apresentava arranhaduras superficiais no braço direito, no tórax e na canela esquerda, mas não havia sinais de mordidas ou lacerações profundas. Ele chegou à unidade caminhando, lúcido e orientado. O atendimento durou cerca de duas horas, das 18h20 às 20h, sem que fossem observadas alterações neurológicas.
Os médicos realizaram a avaliação do caso, que foi classificado como uma agressão por mamífero silvestre. Devido às lesões, houve a recomendação de vacinação contra raiva e atualização da vacina do tétano. O jovem recebeu orientações para cuidados contínuos com as feridas e foi medicado com antibióticos, analgésicos e pomada tópica.
Apesar da perda de consciência relatada, os médicos consideraram o traumatismo craniano leve, uma vez que o jovem se recuperou completamente, permaneceu acordado durante todo o período de observação e não apresentou alterações no exame neurológico. Após a avaliação, ele foi liberado para acompanhamento ambulatorial e orientado sobre possíveis sinais de alerta.
A Secretaria Municipal de Saúde de Ponta Porã divulgou uma nota informando que o jovem chegou à unidade relatando o ataque enquanto trabalhava no campo. A secretaria confirmou que ele sofreu arranhões, passou por curativos e foi liberado após a observação. No entanto, a pasta salientou que, até o momento, não há informações que comprovem que o animal envolvido realmente era uma onça ou que permitam identificar a espécie.




