Uma autoridade do governo dos Estados Unidos confirmou que o grupo de ataque do porta-aviões USS George Washington está em rota para o Oriente Médio, onde substituirá o USS Abraham Lincoln. Essa troca acontece em um contexto de relatos de crises de saúde mental entre os membros da tripulação do Lincoln, que está há mais de 250 dias em missão de apoio às operações na guerra contra o Irã.
A informação sobre a substituição já estava prevista, mas ganhou destaque após a divulgação de relatos preocupantes por sites especializados em assuntos militares, como Stars and Stripes e Navy Times. Esses relatos indicam que alguns tripulantes do USS Abraham Lincoln tentaram pular ao mar, com um caso confirmado de resgate de um dos marinheiros que conseguiu saltar.
Annabelle Loma, esposa de um dos militares envolvidos, expressou sua preocupação, afirmando que seu marido teme uma dispensa desonrosa devido ao burnout que vem enfrentando. Segundo ela, a situação é injusta e prejudicial à carreira de um profissional que dedicou 13 anos à Marinha. A saúde mental da tripulação, composta por mais de 5 mil marinheiros e fuzileiros navais, está em evidência, especialmente diante das condições adversas enfrentadas durante a longa missão.
O senador Richard Blumenthal, membro do Partido Democrata, destacou que o tempo de permanência do Lincoln em alto-mar é um recorde recente, o que motivou o envio de uma carta ao Departamento da Guerra, expressando sua preocupação com as condições de vida da tripulação. Ele relatou escassez de suprimentos, contaminação da água e problemas com a saúde mental, além de interrupções no sistema de correio, que resultaram na perda de pacotes de apoio enviados ao navio.
Em resposta às preocupações levantadas, a Marinha dos EUA declarou que não observou um aumento nas tentativas de suicídio a bordo do USS Abraham Lincoln. A corporação ressaltou que prioriza o bem-estar de seus militares e que disponibiliza uma equipe de profissionais de saúde mental e médicos para atender às necessidades da tripulação.
Por sua vez, o Secretário da Guerra, Pete Hegseth, contestou as alegações sobre as condições a bordo do Lincoln, considerando-as distorcidas. Durante uma visita ao Panamá, ele elogiou os marinheiros, enfatizando a importância de suas missões e assegurando que todos recebem o atendimento necessário em momentos difíceis.




