O presidente da FIFA, Gianni Infantino, comentou o caso do árbitro Omar Artan, da Somália, que foi barrado de participar da Copa do Mundo após ser impedido de entrar nos Estados Unidos. Durante uma coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira, 10, Infantino descreveu a situação como "lamentável" e revelou que fez tentativas para resolver o problema, mas não obteve êxito.
Infantino expressou sua frustração, afirmando: "É lamentável o que aconteceu com Omar, mas você não consegue controlar tudo. Nós tentamos conversar e resolver. Às vezes, começar a gritar tem um efeito contrário". O presidente da FIFA ressaltou que, apesar das tentativas de solucionar a questão, a entidade não tem poder sobre as decisões governamentais e de segurança pública, declarando que a FIFA é apenas uma organização esportiva.
O árbitro Omar Artan, que faz parte do quadro da FIFA desde 2018, é reconhecido como um dos mais respeitados árbitros do futebol africano e foi nomeado Árbitro do Ano pela confederação do continente no ano passado. Sua participação na Copa do Mundo representaria um marco, sendo o primeiro somali a apitar jogos no torneio, mas ele foi barrado ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami no sábado, 6, devido a "questões de verificação".
Apesar de possuir um visto válido, Artan foi forçado a retornar à Somália após não conseguir adentrar o país, levando a FIFA a retirar seu nome da lista de árbitros dois dias depois do incidente. O episódio gerou questionamentos entre torcedores sobre a adequação dos Estados Unidos como sede do evento, especialmente considerando outros incidentes semelhantes.
Embora Infantino tenha promovido a Copa do Mundo de 2026 como um evento capaz de "unir o mundo", as autoridades americanas têm sido alvo de críticas por suas restrições a atletas e membros de comissões técnicas de seleções. O atacante Aymen Hussein, do Iraque, enfrentou um longo interrogatório de sete horas no aeroporto O’Hare, em Chicago, antes de ser autorizado a entrar no país, ao contrário de um fotógrafo da seleção iraquiana que foi barrado.
Além disso, a seleção do Uzbequistão, sob o comando do italiano campeão do mundo Fabio Cannavaro, passou por uma revista rigorosa com cães farejadores e detectores de metais ao chegar nos EUA. A seleção do Irã também enfrentará desafios logísticos durante a Copa de 2026, com os jogadores obrigados a entrar e sair do território americano no mesmo dia de cada partida, além de dificuldades burocráticas que ainda afetam 15 integrantes da delegação, que não obtiveram visto para entrar nos Estados Unidos.




