Os Estados Unidos intensificaram suas operações militares nesta quarta-feira (10) ao realizar uma nova série de ataques aéreos direcionados ao Irã, conforme anunciou o Exército americano. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) declarou que essas ações foram tomadas em legítima defesa, visando múltiplos alvos na República Islâmica. Essa é a segunda sequência de bombardeios em dois dias, após a derrubada de um helicóptero dos EUA por um drone iraniano na última segunda-feira (08).
Os ataques aéreos tiveram início na terça-feira, com o CENTCOM descrevendo as operações como “ataques de autodefesa”. Em um comunicado, o Comando Central afirmou que a missão era uma resposta proporcional à agressão considerada injustificada por parte do Irã. Durante o primeiro dia de bombardeio, as operações foram concluídas por volta das 22h (horário de Brasília).
O comunicado também destacou que a ação militar foi uma resposta a recentes ataques contra forças americanas e a navios mercantes que transitavam nas águas do Golfo Pérsico. O CENTCOM enfatizou que as operações visam proteger os interesses e a segurança das forças americanas na região.
Em resposta aos ataques, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, declarou que as Forças Armadas iranianas não deixarão nenhuma ameaça ou ataque sem uma resposta adequada. Ele advertiu que os EUA devem se afastar da região se buscam segurança. Araghchi também fez referência a derrotas anteriores dos EUA em confrontos, insinuando que a história do Golfo Pérsico está repleta de eventos trágicos para invasores externos.
A escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança na região, especialmente após incidentes que envolvem tanto forças militares quanto o tráfego comercial no Golfo Pérsico. As consequências dessa nova onda de ataques ainda são incertas, mas têm o potencial de agravar ainda mais a situação já delicada entre as duas nações.




