Na manhã desta segunda-feira (20), um terremoto de magnitude 7,4 ocorreu no Oceano Pacífico, resultando na chegada de ondas de tsunami ao norte do Japão. As autoridades locais emitiram alertas de evacuação que afetam mais de 120 mil pessoas em áreas costeiras, devido ao risco de ondas potencialmente mais altas.
Cidades como Kuji, Miyako e Hachinohe foram as primeiras a serem impactadas, com ondas que inicialmente apresentaram altura inferior a um metro. Entretanto, a Agência Meteorológica do Japão advertiu sobre a possibilidade de ondas que podem alcançar até três metros nas próximas horas. O órgão enfatizou a urgência da evacuação, pedindo que os cidadãos deixem imediatamente as zonas costeiras e busquem abrigo em regiões elevadas ou em edifícios preparados.
O epicentro do terremoto foi localizado ao largo da costa de Sanriku, a aproximadamente 10 quilômetros de profundidade, e o tremor foi sentido em várias cidades, incluindo Tóquio, que se encontra a centenas de quilômetros do local. Apesar da magnitude do evento sísmico, até o momento, não há relatos de vítimas ou danos significativos. Equipes de emergência estão mobilizadas para avaliar a situação nas áreas afetadas.
As usinas nucleares nas regiões impactadas, como Fukushima e Onagawa, estão sendo inspecionadas. Até agora, operadores informaram que não foram detectadas anormalidades nas instalações, o que é um alívio diante da possibilidade de riscos associados a desastres naturais.
O Japão, situado no chamado "Anel de Fogo do Pacífico", é uma das áreas mais ativas em termos sísmicos no mundo, registrando cerca de 1.500 terremotos anualmente. O país concentra uma parte significativa dos tremores mais fortes, sendo, portanto, constantemente preparado para enfrentar tais eventos naturais.




