Com o avanço das investigações, o Ministério Público de Paris decidiu ampliar o escopo da apuração. Em fevereiro, a unidade de crimes cibernéticos da promotoria francesa realizou buscas e apreensões na sede da X em Paris, buscando coletar provas que sustentem as alegações em questão.
Embora a presença de Musk tenha sido solicitada, ainda não há confirmação sobre sua participação na audiência. O processo legal francês não permite que autoridades compelam cidadãos estrangeiros que residem fora do país a comparecer às investigações nesta fase.
A situação também traz à tona questões diplomáticas, visto que Washington demonstrou resistência em colaborar. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos teria informado aos promotores franceses que não irá cooperar, alegando que a investigação possui motivações políticas. Contudo, a promotoria de Paris rebate essa afirmação, notando que não recebeu nenhuma notificação oficial e reafirmando a autonomia do Poder Judiciário francês.
Elon Musk tem se defendido das acusações, caracterizando as ações das autoridades francesas como "abusivas" e argumentando que a investigação representa um ataque à liberdade de expressão, com um viés político. Após as oitivas que ocorrerão nesta semana, os magistrados franceses avaliarão se as evidências coletadas são suficientes para transformar o inquérito em uma investigação formal ou se o caso será arquivado.




