O Governo do Estado anunciou a reversão da decisão de limitar o acesso ao Pronto Atendimento do Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, localizado em Três Lagoas. A manutenção do serviço foi decidida após uma reunião técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e representantes da administração municipal, com o objetivo de atender às necessidades da população local. Inicialmente, o Estado havia informado que o Pronto Atendimento deixaria de operar como ‘porta aberta’ em maio, passando a funcionar somente por meio do Complexo Regulador Estadual.
Agora, o Pronto Atendimento permanecerá ativo, com alguns ajustes que ainda serão informados. A secretária de Estado de Saúde em exercício, Crhistinne Maymone, destacou a importância de garantir um acesso organizado e eficiente aos serviços de saúde, enfatizando o diálogo constante com os municípios. A reunião que resultou nessa decisão foi realizada na sede da SES, em Campo Grande, e contou com a presença de diversas autoridades, incluindo a diretora-geral do hospital, Letícia Carneiro, e a secretária municipal de Saúde, Juliana Rodrigues Salim.
Além da manutenção do Pronto Atendimento, a SES reafirmou que o Hospital Regional da Costa Leste continuará a ser uma unidade essencial na rede pública estadual, focando no atendimento de urgência e emergência, além de especialidades como cardiologia, neurologia e cirurgia pediátrica. A organização dos fluxos assistenciais será aprimorada com a ajuda do Complexo Regulador Estadual, para assegurar que os pacientes recebam atendimento adequado.
Em paralelo, o Governo do Estado já iniciou o processo para estabelecer uma Parceria Público-Privada (PPP) para a unidade. A elaboração do projeto foi contratada sem licitação através do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Regional Sustentável (FDIRS), que conta com a participação significativa do Governo Federal. O fundo será responsável por estruturar um modelo de concessão que visa a ampliação, equipagem e prestação de serviços no hospital.
Os investimentos previstos para essa iniciativa somam R$ 8.251.159,09, com uma contraprestação do Estado de R$ 825.115,91. Caso o projeto não avance conforme planejado, o governo estadual deverá ressarcir os valores aplicados. Essa é uma das várias etapas de um plano discutido ao longo dos anos, que busca transferir a gestão da unidade para a iniciativa privada, dentro de um modelo de concessão que ainda está sendo elaborado.




