O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na última segunda-feira (20) que uma delegação de alto escalão, sob a liderança do vice-presidente JD Vance, está em deslocamento para Islamabad, no Paquistão. Essa missão visa reativar as negociações com o governo do Irã, mediadas pelas autoridades paquistanesas, com o intuito de amenizar as tensões no Oriente Médio.
Em entrevista ao jornal New York Post, Trump expressou sua disposição para um encontro pessoal com líderes iranianos, condicionado a avanços significativos nas conversas. "Se houver progresso, estou pronto para o encontro", afirmou o presidente republicano, sinalizando uma possível abertura nas relações entre os dois países.
A delegação que se dirige ao Paquistão também inclui o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump e conselheiro para assuntos do Oriente Médio. No entanto, no domingo (19), o presidente elevou o tom de suas declarações ao ameaçar destruir infraestrutura crítica do Irã, como usinas elétricas e pontes, caso as negociações não avancem.
Apesar das movimentações de Washington, o governo iraniano ainda não confirmou sua participação em uma nova rodada de diálogos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, declarou em uma coletiva de imprensa que "não há planos definidos" para as negociações, deixando em aberto a possibilidade de um encontro.
Baqai enfatizou que, neste momento, "não temos nenhum plano para a próxima rodada de negociações e nenhuma decisão foi tomada a respeito". A imprensa estatal iraniana reporta que, para que Teerã retorne à mesa de negociações, é necessária uma contrapartida clara: a suspensão do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. O governo persa considera o fim das restrições marítimas uma condição inegociável para qualquer progresso diplomático.




