A seleção brasileira enfrentou um atraso de duas horas e meia no voo fretado que a levaria do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, para Miami. A aeronave, que deveria ter decolado às 14h00, só subiu aos céus às 16h45 devido a condições climáticas adversas e ao tráfego aéreo. Esse imprevisto gerou confusão e cansaço, especialmente considerando a necessidade de uma coletiva de imprensa com o treinador Carlo Ancelotti e o jogador Matheus Cunha, a qual a CBF está tentando cancelar, embora a Fifa pretenda manter o evento para preservar o padrão estabelecido.
Esse atraso ressalta a relevância de terminar em primeiro lugar no grupo da competição. Para além de enfrentar um adversário teoricamente mais acessível nas fases seguintes, como Holanda ou Japão, há um fator logístico a ser considerado. Com a liderança do grupo, o percurso até a final seria mais direto e menos complicado, evitando a necessidade de passar pelo México, o que tornaria a jornada mais longa e desgastante.
Caso o Brasil atinja a final, a trajetória a ser seguida, se terminar em primeiro, seria a seguinte: Houston, na fase de 16 avos, marcada para o dia 29 de junho; Nova Jersey, nas oitavas, em 5 de julho; Miami, nas quartas, em 11 de julho; e Atlanta, na semifinal, em 15 de julho.
Por outro lado, se a seleção ficar em segundo lugar, a sequência de jogos muda. O Brasil enfrentaria Monterrey, no México, na fase de 16 avos, também no dia 29 de junho; seguiria para Houston nas oitavas, em 4 de julho; depois, Boston, nas quartas, em 9 de julho; e, por fim, Dallas, na semifinal, em 14 de julho.
Embora a diferença de distância entre as duas posições não seja drástica, com 5 010 quilômetros para o primeiro lugar e 5 750 quilômetros para o segundo, o impacto logístico é significativo. A possibilidade de ter que se ausentar do hotel em Basking Ridge, Nova Jersey, entre as etapas de 16 avos e oitavas torna a situação ainda mais complexa para a seleção.




