A CNN informou nesta quarta-feira (22) que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aprovou um acordo nuclear com a Arábia Saudita. O entendimento, que deve ser oficialmente anunciado ainda hoje, terá uma duração de 30 anos.
Segundo informações de uma fonte governamental americana, o acordo envolve a colaboração de empresas dos Estados Unidos em fornecer tecnologia e expertise para o aprimoramento do programa de enriquecimento de urânio da Arábia Saudita destinado a reatores civis. Contudo, o pacto ainda precisa da aprovação do Congresso dos Estados Unidos.
Além disso, a fonte indicou que o acordo incluirá restrições quanto às inspeções internacionais do programa nuclear saudita. A notícia sobre o possível pacto já havia sido veiculada pela agência Associated Press na terça-feira (21), provocando reações de políticos em Israel.
O ex-ministro da Defesa de Israel, Avigdor Lieberman, que lidera o partido Israel Beitenu, expressou sua preocupação em uma mensagem no X, afirmando que a criação de um programa nuclear civil na Arábia Saudita pode culminar em um acirramento da corrida armamentista no Oriente Médio.
O general da reserva Yair Golan, líder dos Democratas, também criticou a posição do premiê israelense Benjamin Netanyahu, que ainda não se pronunciou sobre a questão. Golan alegou que Netanyahu perdeu uma oportunidade de normalizar as relações com a Arábia Saudita, enquanto permitiu que o país desenvolvesse capacidades nucleares.
As tratativas que buscam estabelecer relações diplomáticas entre Israel e Arábia Saudita estão empacadas, especialmente desde o início do conflito em Gaza em 2023, que atualmente se encontra em um momento de cessar-fogo. As preocupações com o programa nuclear do Irã, visto como uma ameaça tanto para Washington quanto para Riad, motivaram ações militares por parte de Israel e dos Estados Unidos contra Teerã, que afirma que seu projeto nuclear tem propósitos civis.




