Tiago Vargas, ex-vereador, começou a usar tornozeleira eletrônica na tarde desta segunda-feira (13). A instalação do dispositivo foi realizada na UMMVE (Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual), localizada na Rua Marechal Rondon. A decisão foi proferida pelo juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal, que converteu a pena do ex-parlamentar para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico por um período de um ano e três meses.
Após a colocação do equipamento, Vargas SE manifestou sobre o início do cumprimento da pena. Ele destacou que a medida não está relacionada a práticas de corrupção, mas sim a comentários feitos sobre o ex-governador Reinaldo Azambuja, a quem chamou de “corrupto” em um vídeo publicado nas redes sociais em julho de 2021. Vargas afirmou que não SE arrepende de suas declarações e que, SE necessário, repetiria suas falas.
A condenação contra Tiago Vargas resultou de uma ação movida por Azambuja. Inicialmente, a pena foi estipulada em regime semiaberto por um ano e três dias, mas foi posteriormente convertida. A defesa de Vargas, representada pelo advogado Walison Neves, informou que a instalação da tornozeleira foi viabilizada após a intimação formal recebida nos últimos dias.
Vargas ganhou notoriedade nas redes sociais durante seu tempo como policial civil, destacando-SE por vídeos que geraram grande repercussão. Em 2020, ele foi eleito o vereador mais votado de Campo Grande, mas foi exonerado da Polícia Civil após processos administrativos disciplinares, um dos quais envolveu uma conduta considerada agressiva durante uma perícia em 2019.
Ele ainda SE candidatou a deputado e chegou a ser eleito, porém perdeu o cargo por decisão da Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa. Desde 2024, Vargas SE encontra inelegível por um período de oito anos, conforme a legislação que proíbe servidores públicos demitidos após processos administrativos ou judiciais de concorrerem a cargos eletivos neste intervalo.




