Uma bebê de apenas 28 dias, sequestrada no Brasil, foi resgatada no Paraguai e já retornou a Campo Grande, sua cidade natal, após cinco dias de desaparecimento. A recém-nascida, que atualmente tem pouco mais de um mês, apresenta boa saúde e está sendo alimentada com fórmula. Antes de ser trazida de volta, ela passou por exames em um hospital de Pedro Juan Caballero e não apresenta sinais de maus-tratos.
A Justiça brasileira agora analisará o caso para determinar se a criança será devolvida à sua mãe, uma adolescente de 17 anos. O local onde a bebê ficará é mantido em sigilo por questões de segurança, dada a repercussão do sequestro. O Conselho Tutelar informou que a menina passará por uma nova avaliação, assim como seus familiares, antes que a Vara da Infância e Juventude decida sobre a guarda.
Enquanto isso, a Polícia Civil segue a investigação, mas não divulgou detalhes sobre as circunstâncias do sequestro. Os suspeitos do caso, Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, foram capturados em Pedro Juan Caballero e transferidos para unidades prisionais em Ponta Porã no dia 11. Durante audiência de custódia, Alex relatou ter sido agredido por policiais paraguaios, mas negou ter sofrido abusos por parte dos agentes brasileiros.
A equipe da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) esteve em Ponta Porã até o fim da manhã do dia do resgate. A bebê foi encontrada por volta das 1h15 do dia 9 em uma casa na cidade paraguaia, localizada próxima à fronteira com Mato Grosso do Sul. Dentro da residência, os dois suspeitos foram detidos pela polícia local.
De acordo com informações, a irmã da recém-nascida, de 13 anos, e Suzilaine foram vistas abandonando a bebê nas proximidades de uma área de mata, próxima à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Universitário. Após o relato do desaparecimento, a Polícia Civil, com o auxílio de equipes de segurança da região de fronteira, iniciou as buscas pela criança. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também acionou o Alerta Amber para ajudar na divulgação do caso.
No sábado, dia 8, antes do resgate, um homem, cujo nome não foi revelado, foi preso por suspeita de estar envolvido no sequestro, sendo acusado de ter emprestado uma residência que poderia ter sido usada para esconder a bebê. Familiares desse homem afirmaram não saber das intenções para o uso do imóvel, embora tenham confirmado que ele conhecia um dos suspeitos.




