Na noite de terça-feira (14), o candidato de direita Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, solicitou a anulação da eleição presidencial no Peru. Sua demanda ocorre em um contexto onde a apuração dos votos indica que ele ficará de fora do segundo turno, tendo sido ultrapassado pelo esquerdista Roberto Sánchez, que ocupa a segunda colocação na votação inicial.
Durante um ato em frente à sede da Junta Nacional Eleitoral (JNE), López Aliaga declarou que os membros da JNE tinham 24 horas para declarar a eleição como nula. Ele estipulou que, caso isso não ocorresse até as 20h de quarta-feira (15), convocaria seus apoiadores em todo o país para protestos.
Na manhã de quarta-feira, com quase 90% dos votos contabilizados, Keiko Fujimori liderava com 16,9%, enquanto Roberto Sánchez tinha 12% e López Aliaga aparecia com 11,9%. A diferença entre os dois últimos era de apenas 7 mil votos, o que torna a situação ainda mais tensa.
A alegação de fraude já havia sido levantada por López Aliaga antes dessa mudança na apuração. Ele destacou falhas que ocorreram no primeiro turno, que levaram a votação realizada no domingo (12) a ser prorrogada até o dia seguinte.
José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), foi detido na segunda-feira (13) após assumir a responsabilidade pelos atrasos que deixaram mais de 63 mil eleitores sem votar. Ele se demitiu do cargo e, em resposta, o procurador da JNE, Ronald Angulo, apresentou uma queixa-crime contra o diretor do Onpe, Piero Corvetto, e outros envolvidos.
López Aliaga também pediu a prisão imediata de Corvetto, acusando-o de ser parte de uma suposta conspiração para fraudar as eleições. Ele afirmou que essa suposta “máfia” tem tentado impulsionar outros candidatos para favorecer Keiko Fujimori, que concorre pela quarta vez após derrotas em 2011, 2016 e 2021.




