O Governo brasileiro está trabalhando para conter a alta dos combustíveis, mas a crise é complexa e fragmentada, afirma o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). Segundo o IBPT, as medidas do Governo para conter a alta dos combustíveis estão atuando como um “freio de mão”, mas não têm força para fazer o carro subir de volta (preços baixos).
O custo de energia em 2026 tornou-SE um problema estrutural que a política tributária sozinha não está conseguindo resolver. Para conter a alta do diesel, o Governo anunciou corte de tributos federais e uma subvenção à importação do combustível com apoio dos estados.
A alta de 30% no diesel no Nordeste é o sintoma de um mercado que ainda não encontrou mecanismos de proteção eficientes contra choques geopolíticos dessa magnitude. Os dados de abril revelam um Brasil fragmentado, com o Centro-Sul consegue mitigar a crise com biocombustíveis, enquanto o Norte e o Nordeste estão expostos à crueza dos preços internacionais.
Enquanto a gasolina subiu 5,83% no Sul e 6,18% no Sudeste desde o início da guerra, o combustível acumula alta de mais de 11% no Norte e no Nordeste. Quanto ao diesel, enquanto o eixo Sul-Sudeste registrou alta de 19,14%, o Nordeste enfrenta alta de 28,37%.




