Javier Milei embarca hoje para sua terceira visita oficial a Israel, onde irá consolidar sua posição como o principal aliado do governo de Benjamin Netanyahu na região. Durante esta viagem, o presidente da Argentina pretende formalizar a transferência da embaixada de Tel Aviv para Jerusalém, uma decisão que simboliza um forte apoio à soberania israelense, dado o status disputado da cidade.
O ato de transferência é um gesto político significativo, pois reconhece Jerusalém como a capital de Israel. Além disso, Milei será agraciado com a Medalha Presidencial de Honra durante as festividades relacionadas à independência de Israel.
A postura de Milei se contrapõe diretamente a líderes como Luiz Inácio Lula da Silva, que foi classificado como 'persona non grata' por suas declarações sobre as ações de Israel em Gaza. Em contraste, Milei se apresenta como um 'sionista fervoroso', revertendo o histórico de votos argentinos contrários a Israel na ONU, alinhando-se completamente com Netanyahu.
A administração de Milei também endureceu a posição da Argentina em relação ao Irã, ao classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como uma organização terrorista e designar o representante iraniano no país como 'persona non grata'. Essas medidas foram fundamentadas em investigações que ligam o Irã a atentados terroristas ocorridos em Buenos Aires na década de 1990.
Milei tem recebido reconhecimento internacional, sendo o primeiro chefe de Estado a conquistar o Prêmio Genesis, conhecido como o 'Nobel Judaico', em janeiro de 2025. Ele também foi homenageado pela comunidade judaica em Miami por seu combate ao antissemitismo e pelo apoio ao direito de Israel de se defender contra ataques do grupo terrorista Hamas.
O presidente argentino defende a legitimidade de Israel em se proteger de ameaças como Hamas e Hezbollah, e criticou o Tribunal Penal Internacional por mandados de prisão emitidos contra líderes israelenses. No âmbito diplomático, a Argentina aceitou o convite de Donald Trump para participar de um 'Conselho da Paz', com a finalidade de promover o cessar-fogo e a reconstrução na região.




