A juíza Mary S. Scriven, vinculada à Justiça Federal da Flórida, prorrogou o prazo para que a Trump Media e a Rumble apresentem suas manifestações a respeito do pedido da Advocacia Geral da União (AGU) de extinção do processo que corre contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Originalmente, o prazo se encerraria nesta terça-feira (7), mas foi estendido para o dia 14 de julho de 2026.
Na decisão, Scriven afirmou que questões sobre a legitimidade do Brasil como parte interessada podem ser discutidas na resposta dos Autores à petição de extinção. A juíza ressaltou que a Petição de Emergência dos Autores para Prorrogação de Prazo foi DEFERIDA, permitindo que protocolassem sua resposta até a nova data estabelecida.
O Brasil havia protocolado uma manifestação na Justiça Federal da Flórida, no dia 6 de julho, argumentando que a solicitação de prorrogação feita pelas empresas não deveria ser aceita. Segundo o documento, a Trump Media e a Rumble estavam cientes do prazo original desde 23 de junho de 2026, quando o Tribunal determinou que deveriam apresentar suas respostas até o dia 7 de julho de 2026.
Ainda de acordo com o Brasil, os fundamentos para a petição de extinção do processo se tornaram conhecidos pelos Autores em 15 de junho de 2026, data em que o país havia protocolado sua petição de extinção e intervenção. Portanto, a manifestação da Justiça se deu em um contexto no qual as empresas já haviam sido alertadas sobre a urgência do caso.
A disputa judicial teve início no ano passado, quando Rumble e Trump Media processaram Alexandre de Moraes na Justiça americana. As empresas alegam que as ações do ministro do STF relativas à plataforma de vídeos infringem a legislação dos Estados Unidos. A Trump Media está envolvida na ação porque o Rumble fornece serviços de nuvem para a Truth Social, plataforma que é o principal produto da empresa liderada pelo ex-presidente Donald Trump.




