Na quarta-feira (5), líderes e grupos católicos nos Estados Unidos intensificaram os apelos por uma avaliação ética da expansão dos centros de dados de inteligência artificial. O movimento destaca o consumo excessivo de recursos, como energia e água, e os efeitos negativos nas comunidades locais, enfatizando que o avanço tecnológico deve respeitar a dignidade humana e o meio ambiente.
Os centros de dados, que abrigam servidores operando continuamente, demandam grandes quantidades de eletricidade e milhões de litros de água para resfriar os equipamentos. Além do alto gasto energético, a substituição frequente de componentes resulta em um volume alarmante de lixo eletrônico, que contém metais pesados e substâncias tóxicas.
A Igreja Católica não se opõe à tecnologia ou à inteligência artificial em si, mas expressa preocupação com sua ética e finalidade. Os líderes religiosos promovem o conceito de 'ecologia integral', que relaciona o cuidado com o meio ambiente ao bem-estar das pessoas. A intenção é assegurar que a IA beneficie o desenvolvimento humano e os avanços científicos, sem comprometer os recursos naturais para as futuras gerações.
Moradores de áreas onde estes centros são instalados relatam diversos problemas. Entre eles, a poluição sonora gerada pelos sistemas de ventilação e a poluição luminosa. Além disso, há um impacto econômico, visto que a pressão sobre a rede elétrica e o abastecimento de água pode elevar os custos para a população, já que muitas vezes as empresas não assumem os encargos totais da infraestrutura pública necessária.
A proposta de 'sobriedade digital' convida os usuários a interagirem com a tecnologia de forma mais consciente e intencional, evitando o uso frivolidade. Cada interação com um sistema de IA ativa uma infraestrutura física que consome recursos reais, e o objetivo é reduzir o uso desnecessário dessas ferramentas, equilibrando a preservação ambiental e a qualidade das interações humanas, que podem ser prejudicadas pelo excesso de automação.




