Os Socialistas Democráticos da América (DSA), a vertente mais à esquerda do Partido Democrata, comemoraram um dia de vitórias nas primárias realizadas na terça-feira (4). As votações ocorreram em estados como Kansas, Michigan, Missouri, Virgínia e Washington, onde os pré-candidatos do DSA conseguiram vencer nove disputas internas, enquanto seis resultados ainda estão pendentes. No total, cinco apurações com candidatos socialistas seguem em andamento.
Entre os destaques, Rashida Tlaib, uma das duas deputadas do grupo na Câmara dos Representantes, venceu a disputa interna para assegurar seu assento no Michigan nas eleições de novembro. A outra deputada, Alexandria Ocasio-Cortez, já havia garantido sua reeleição em Nova York durante as primárias de junho. O DSA, no entanto, não incluiu Abdul El-Sayed em sua lista de pré-candidatos, apesar de ele estar concorrendo ao Senado federal pelo Michigan. El-Sayed, que não se identifica como socialista, foi apoiado por Ocasio-Cortez e Tlaib e participou de eventos organizados pelo grupo.
De acordo com projeções da emissora NBC News, El-Sayed obteve sucesso na primária democrata contra a deputada Haley Stevens, que arrecadou mais de US$ 60 milhões para sua campanha, sendo que a metade desse montante veio do Comitê de Assuntos Públicos Americano-Israelense (Aipac), um conhecido comitê de ação política que apoia candidatos favoráveis a Israel. El-Sayed, filho de imigrantes egípcios, é um crítico da ajuda militar a Israel, que ele descreve como um “Estado pária” e responsável por genocídio na Faixa de Gaza.
Essa disputa foi considerada uma das mais significativas nas primárias democratas, uma vez que o assento que El-Sayed disputa pode ser crucial para a definição da maioria no Senado, com 35 das cem cadeiras em jogo nas eleições de meio de mandato.
Até o momento, os pré-candidatos do DSA já conquistaram 47 vitórias e sofreram 44 derrotas nas primárias democratas realizadas. A ascensão do grupo gera apreensão entre democratas moderados, republicanos e independentes, devido a suas propostas radicais, que incluem a elaboração de uma nova Constituição para os Estados Unidos, a extinção do Senado federal e a estatização de grandes empresas.




