Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro responsabilizaram o presidente Lula pela decisão do governo dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida, anunciada na terça-feira (4), foi uma resposta à demora do Brasil em aprovar Daniel Perez como embaixador nos EUA, refletindo uma escalada nas tensões bilaterais.
O senador Flávio Bolsonaro destacou que Viotti se tornou uma vítima da "incompetência e do rancor de Lula" e ressaltou a natureza inédita da decisão. Em sua declaração, o candidato à Presidência fez um apelo ao eleitorado, afirmando que o Brasil terá um novo Presidente da República no próximo ano, que irá defender os interesses nacionais e restabelecer relações respeitosas com outras nações.
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, também comentou sobre a situação, argumentando que a discordância de Lula com Washington não se trata de uma questão de soberania, mas de uma estratégia eleitoral, relacionada ao "ego de Lula". Ele sugeriu que o presidente estaria dificultando a concessão de vistos a autoridades americanas como parte de um jogo político.
O ex-deputado lembrou um episódio em que o consultor Darren Beattie, assessor do ex-presidente Trump, não conseguiu entrar no Brasil para se encontrar com Jair Bolsonaro. Ele afirmou que, atualmente, não há justificativa para a negativa do visto, exceto por uma escalada de tensões com objetivos eleitorais.
Em resposta ao cancelamento do visto, o governo brasileiro divulgou uma nota, na qual expressou preocupação com o que considerou um "interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente". O comunicado enfatiza que o nome de Perez deveria ser divulgado apenas após a autorização para o exercício da diplomacia no Brasil, mencionando a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, ratificada por Brasil e EUA em 1961.
A nota ainda destaca a ausência de prazos definidos para aprovações e informa que o pedido dos EUA ainda está em análise. Além disso, menciona que a negativa de vistos a dois funcionários americanos ocorreu devido a uma tentativa inaceitável de interferir no processo político brasileiro, visando questionar a integridade do sistema eleitoral.




