O jornalista e empresário Paulo Figueiredo fez um apelo ao governo dos Estados Unidos para que o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o ministro Alexandre de Moraes, junto com sua esposa, a advogada Viviane Barci, sejam incluídos na lista de sancionados pela Lei Magnitsky. O pedido foi enviado na quarta-feira, 1º, ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Figueiredo fundamenta seu pedido na anulação dos atos da Operação Lava Jato pelo STF, destacando o papel de Mendes como crítico central à operação.
Em sua comunicação, Figueiredo expressou que o ministro Gilmar Mendes, que é o membro mais antigo do Tribunal, tem sido uma fonte de apoio político para o ministro Moraes. O jornalista argumenta que Mendes teve papel significativo no que considera ser o desmantelamento judicial da Lava Jato. Figueiredo menciona que Mendes afirmou que figuras políticas, incluindo o Presidente Lula, estão em posições de destaque devido à atuação do STF em relação à operação.
O casal Moraes e Viviane Barci já constou da lista de sancionados entre julho e dezembro de 2025, acusados de violações de direitos humanos, como prisões arbitrárias e censura em redes sociais americanas, tendo enfrentado um impacto financeiro severo, caracterizado como uma "pena de morte financeira" que limitou sua interação com o sistema bancário.
De acordo com Figueiredo, a aplicação das sanções previstas na Lei Magnitsky se mostra mais eficaz do que a imposição de tarifas de 25%, argumentando que estas últimas poderiam ser usadas como capital político para favorecer a reeleição do Presidente Lula (PT). O documento também sugere que as sanções sejam estendidas a funcionários envolvidos em atos de censura e corrupção, mencionando a Primeira Turma do STF, que inclui, além de Moraes, os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Figueiredo ainda chama a atenção para o contexto eleitoral brasileiro, enfatizando que políticas econômicas que possam impactar o país, em um momento pré-eleitoral, podem inadvertidamente fortalecer o regime atual, responsável pelas violações que estão sendo investigadas. O jornalista conclui que a imposição de tarifas abrangentes seria contraproducente a esse cenário.
Após a aplicação das tarifas, a retórica do governo brasileiro mudou, passando do lema "união e reconstrução" para um discurso de soberania nacional, substituindo a frase por "governo do Brasil: do lado do povo brasileiro". Em campanhas publicitárias, também foi utilizado um boné azul com a frase "o Brasil é dos brasileiros", em uma referência ao icônico boné vermelho usado por apoiadores do ex-presidente Donald Trump, com o lema "Make America Great Again" (em português, "façamos a América grande de novo").




