Um grupo de pais decidiu processar uma escola pública da Califórnia, alegando que seus filhos foram incentivados a usar vestimentas islâmicas e receberam exemplares do Alcorão durante uma visita a uma mesquita. A ação foi movida contra o Distrito Escolar Unificado de Palo Alto e o diretor da Palo Alto High School, Brent Kline, com a acusação de violação do princípio de neutralidade religiosa no ensino público.
A visita ocorreu no segundo semestre de 2025 e fazia parte do programa Social Justice Pathway, oferecido pela Palo Alto High School. Os alunos foram levados à mesquita da Muslim Community Association, localizada na Baía de São Francisco. Durante essa atividade, os estudantes, segundo o processo, receberam roupas religiosas muçulmanas e foram incentivados a usá-las.
As alunas receberam hijabs, ou véus islâmicos, enquanto todos os estudantes ganharam exemplares do Alcorão para levarem para casa. Além disso, o grupo de pais alega que os alunos participaram de uma oração Dhuhr, uma das orações islâmicas diárias, e tiveram discussões sobre o significado do culto islâmico, além de interações com membros de um programa de memorização do Alcorão.
Os autores do processo sustentam que o Islã foi apresentado aos alunos como uma religião intimamente ligada a questões de justiça social. Para eles, essa abordagem privilegiou uma religião em detrimento de outras dentro de um programa patrocinado por uma instituição pública.
O superintendente do Distrito Escolar Unificado de Palo Alto, Jason Glass, declarou que o distrito tomou conhecimento da ação por meio da imprensa e ainda não havia recebido notificação formal. Ele ressaltou que as diretrizes do distrito estabelecem que conteúdos sobre religião devem ser abordados de forma acadêmica, sem promover ou atacar crenças.
Os autores do processo também afirmam que houve violações da Primeira e da 14ª Emendas da Constituição dos Estados Unidos, além de normas estaduais sobre liberdade religiosa, igualdade de tratamento, privacidade e supervisão de atividades escolares. Eles argumentam que uma escola pública não pode favorecer uma religião específica ou pressionar os alunos a adotarem símbolos ou práticas religiosas.




