Nicolás Maduro, ex-ditador venezuelano, está enfrentando mais um processo na Justiça americana, desta vez relacionado a execuções supostamente ordenadas por ele. Desde janeiro, Maduro se encontra preso nos Estados Unidos e agora uma nova petição foi protocolada no Tribunal Distrital do Distrito Leste de Nova York. As famílias de cinco homens venezuelanos assassinados acusam o ex-presidente de ser responsável pelas mortes, alegando que ele violou a legislação americana.
De acordo com informações, os autores da ação judicial afirmam que Maduro teria dado ordens para que as Forças de Ações Especiais (Faes), uma unidade extinta da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), executassem os cinco jovens entre os anos de 2017 e 2021. A petição é fundamentada na Lei Federal de Proteção às Vítimas de Tortura dos EUA, que permite que pessoas busquem reparação legal por abusos cometidos fora do país.
Os denunciantes afirmam que, sob a justificativa de combater o tráfico de drogas e reprimir gangues, Maduro utilizou as Faes como um mecanismo de controle social, visando reprimir a dissidência e aterrorizar comunidades de baixa renda. A unidade, conforme dizem as famílias, era considerada amplamente um “esquadrão da morte” ou “grupo de extermínio”.
Na petição, é relatado que agentes das Faes invadiram residências, obrigando os familiares a se ajoelharem antes de assassiná-los. Um dos denunciantes expressou o medo constante que ele e seu irmão enfrentam, uma vez que ainda permanecem na Venezuela e temem represálias, especialmente porque os responsáveis pela Faes continuam em posições de poder no país.
Diante da falta de recursos legais adequados na Venezuela, as famílias decidiram levar a ação aos Estados Unidos. Eles afirmam que não há possibilidade de buscar justiça localmente, o que motivou a escolha de apresentar a reclamação em território americano.
Além das acusações relacionadas a execuções, Maduro já enfrenta outras investigações nos EUA. No início de janeiro, uma operação militar em Caracas resultou em sua captura e a de sua esposa, Cilia Flores, em razão de acusações de narcoterrorismo. O ex-ditador também é alvo de investigações na Flórida por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro.




