A Marinha dos Estados Unidos está analisando um redesenho de seus novos porta-aviões, impulsionada pelo interesse do presidente Donald Trump em um visual que remete aos navios da Segunda Guerra Mundial. Essa proposta, que pode acarretar custos na casa dos bilhões de dólares, foi destacada em uma reportagem recente.
Uma das principais mudanças em consideração é a relocação da torre de comando, conhecida como "ilha", para uma posição mais central no navio. A atual configuração, na popa, não agrada ao presidente, que tem manifestado repetidamente suas preocupações sobre o design dos novos porta-aviões da classe Ford.
O interesse de Trump por um redesenho dos navios de guerra não é inédito. No ano anterior, ele havia sugerido a criação de uma nova classe de encouraçados, batizada de "Frota Dourada", proposta que gerou críticas de especialistas e legisladores. Eles argumentaram que tal iniciativa desperdiçaria recursos da limitada capacidade de construção naval americana, além de não ser uma necessidade da Marinha.
Estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) indicam que a chamada "classe Trump" poderia custar aproximadamente US$ 275 bilhões ao longo de três décadas, resultando em um custo médio de cerca de US$ 18 bilhões por unidade após a construção do primeiro navio. A classe Ford, por sua vez, representa uma evolução tecnológica significativa, com porta-aviões que operam como bases aéreas móveis alimentadas por propulsão nuclear e que utilizam catapultas eletromagnéticas para lançamento de jatos.
Atualmente, três unidades da classe Ford estão em diferentes fases de desenvolvimento. O USS John F. Kennedy está em testes no mar, enquanto o USS Enterprise e o USS Doris Miller estão em construção. O primeiro da classe, o USS Gerald R. Ford, já se encontra em operação e recentemente completou uma longa missão de combate no Oriente Médio.
O USS Gerald R. Ford incorporou diversas tecnologias inovadoras, mas sua construção enfrentou atrasos, levando 17 anos para ser finalizada. A Marinha planeja substituir gradualmente a antiga classe Nimitz, que data da década de 1960, por esses novos porta-aviões, que, apesar da modernização, ainda enfrentam desafios relacionados à sua configuração.




