O governo da Venezuela anunciou nesta sexta-feira (14) a libertação de 131 presos políticos, em um movimento que ocorre apenas dois dias após o término da primeira rodada formal de negociações entre representantes do chavismo e da oposição. A decisão foi apresentada como parte do processo de revisão de casos e aplicação da Lei de Anistia, que foi aprovada em fevereiro deste ano.
Segundo informações divulgadas pelo ministro da Comunicação, Miguel Ángel Pérez Pirela, as liberdades foram autorizadas por tribunais locais a pedido do Ministério Público. Entretanto, o número total de libertações ainda não foi confirmado por organizações independentes. Até o início da noite, a ONG Foro Penal, que monitora a situação dos presos políticos, havia verificado a libertação de 45 pessoas e continuava a acompanhar os desdobramentos.
É importante ressaltar que as medidas anunciadas não garantem a liberdade plena de todos os beneficiados. Parte deles recebeu penas alternativas e pode estar sujeita a restrições judiciais, conforme alertaram entidades que monitoram a situação dos detidos.
A líder da delegação opositora nas negociações com o chavismo, Dinorah Figuera, declarou que as libertações representam um avanço significativo, enfatizando a necessidade de que todos os presos políticos sejam liberados.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, avaliou as libertações como um “passo crucial” para a reconciliação na Venezuela. De acordo com Rubio, desde 3 de janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado em Caracas em uma operação realizada pelos Estados Unidos, 1.046 venezuelanos foram libertados. O secretário também afirmou que o governo americano está acompanhando de perto o plano de três fases para a transição política na Venezuela, além de monitorar as conversas presenciais entre os representantes locais e as autoridades interinas.




