O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à revista Der Spiegel, abordou a postura do presidente dos EUA, afirmando que "Trump não foi eleito imperador do mundo" e criticando as constantes ameaças de guerra. Lula ressaltou que o mundo está se transformando em uma "gigantesca zona de guerra" e defendeu a necessidade de um novo ordenamento global.
Além disso, Lula responsabilizou o governo de Jair Bolsonaro por eventuais crises de fertilizantes no Brasil, consequência da guerra em curso. Ele enfatizou a importância do multilateralismo como uma solução para a paz, argumentando que a ordem atual falha quando uma nação impõe sua força nas relações internacionais, citando os líderes Xi Jinping e Vladimir Putin.
O presidente brasileiro também defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, considerando inaceitável a falta de assentos permanentes para a África e o Oriente Médio. Ele criticou os gastos militares globais, sugerindo que esses recursos deveriam ser direcionados ao combate à fome e ao analfabetismo.
Sobre sua interação com o presidente Trump, Lula compartilhou um encontro que tiveram na Malásia, destacando a idade de ambos como um fator para evitar ações que possam prejudicar o Brasil. Ele expressou sua disposição em ajudar Cuba com medicamentos e alimentos, visando a independência do país em relação ao petróleo.
Em relação às eleições, o presidente afirmou estar "100% em forma" para uma possível reeleição em outubro. Ele abordou também as pesquisas que indicam vantagem de Flávio Bolsonaro, afirmando não temer o resultado, e reafirmou seu compromisso com a democracia, condenando a ideologia de direita que, segundo ele, propaga ódio e mentiras.




