O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou na quarta-feira (24) que as forças israelenses permanecerão no sul do Líbano, desconsiderando a exigência apresentada pelo Irã nas tratativas com os Estados Unidos. Katz enfatizou que a condição imposta por Teerã não será aceita, mesmo que Washington pressione Israel a aderir à proposta.
"Deixamos claro que, sob nenhuma circunstância, nos retiraremos e, neste momento – e isso é uma conquista diplomática – não há exigência americana para que Israel se retire do Líbano", destacou o ministro durante sua participação na conferência MUNI EXPO, realizada em Tel Aviv. Ele já havia mencionado anteriormente em suas redes sociais que a exigência do Irã era inegociável para Israel, uma posição que foi reafirmada em reuniões com seu homólogo americano, Pete Hegseth.
A posição de Israel também foi discutida em conversas entre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o presidente dos EUA, Donald Trump. As declarações de Katz surgem em um contexto em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, está em uma série de visitas a países do Oriente Médio, incluindo os Emirados Árabes Unidos, onde iniciou suas discussões, e seguirá para o Kuwait e o Bahrein.
Rubio informou que o objetivo das visitas é abordar diversas prioridades regionais, entre elas o memorando de entendimento com o Irã e a segurança no Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo e gás. As conversas sobre o memorando são uma tentativa de restaurar a normalidade na região após semanas de tensões.
Na semana passada, Teerã e Washington assinaram um memorando que visa pôr fim à guerra e restabelecer a estabilidade na região, com um período de negociação de dois meses para um acordo final que incluirá aspectos do programa nuclear iraniano. A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Bahrein e o Catar, que abrigam bases militares americanas, têm sido impactados pelos ataques de Teerã em resposta à guerra iniciada pelos EUA e Israel em 28 de fevereiro.
Esses desdobramentos ilustram a complexidade das relações no Oriente Médio e a posição firme de Israel em relação à sua segurança e presença militar na região, mesmo diante de pressões externas.




