Na última quarta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua decepção em relação a alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) durante um encontro com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, em Washington. Trump afirmou que esperava mais apoio político dos aliados europeus na guerra que os EUA e Israel travaram contra o regime islâmico do Irã.
O presidente americano destacou que, embora os Estados Unidos não necessitem de assistência militar, a expectativa era de receber demonstrações de lealdade. "Nós não precisamos do dinheiro deles, não precisamos de nada. Temos o Exército mais poderoso do mundo, de longe. Mas eu só quero lealdade", declarou Trump, enfatizando sua insatisfação com a postura de alguns aliados.
Trump também mencionou que os EUA ficaram decepcionados com a falta de apoio da Otan em relação ao conflito. "Não precisávamos de ajuda nisso [a guerra]. Nós destruímos o Irã na primeira semana, mas teria sido bom se eles tivessem dito: ‘Gostaríamos de ajudar’", relatou o presidente, refletindo sobre o que considera uma falha de solidariedade por parte da aliança.
Em resposta, Mark Rutte procurou abordar as críticas de maneira cautelosa. O secretário-geral da Otan reconheceu que houve "casos isolados" que não atenderam às expectativas de Trump, mas defendeu que, de forma geral, os aliados europeus estiveram ao lado dos Estados Unidos. "Sei que houve casos isolados sobre os quais você está realmente decepcionado, mas, de forma geral, seus aliados europeus estiveram com você", afirmou Rutte durante a reunião.
Além disso, o secretário-geral da Otan destacou que entre 4 mil e 5 mil aviões americanos decolaram de bases na Europa antes do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Após o encontro, Rutte, em entrevista à Fox News, reiterou que "país após país, aliado após aliado" disponibilizou suas bases para a operação americana contra o Irã.
As declarações de Trump ocorrem em um contexto próximo à cúpula da Otan, programada para os dias 7 e 8 de julho em Ancara, na Turquia, onde líderes dos 32 países-membros da aliança estarão presentes para discutir temas relevantes e fortalecer laços entre os aliados.




