O Irã, por meio da agência estatal Irna, confirmou neste domingo (19) que não participará da segunda rodada de negociações com os Estados Unidos, agendada para começar na segunda-feira (20) no Paquistão. A informação foi divulgada em postagens na rede social X, onde a agência destacou a recusa do regime iraniano.
A ausência do Irã nas negociações foi justificada como resposta a exigências que o país considera excessivas, além de apontar expectativas irrealistas e mudanças constantes de posição por parte dos EUA. O regime também mencionou as contradições recorrentes e o bloqueio naval em andamento, que é visto como uma violação do cessar-fogo.
A declaração do Irã ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado na rede Truth Social que seus representantes se dirigiriam a Islamabad para a nova rodada de conversas. Trump acusou o Irã de ter violado o cessar-fogo, mencionando disparos contra um navio francês e um cargueiro do Reino Unido no Estreito de Ormuz.
Em sua mensagem, Trump fez uma advertência ao Irã, afirmando que os EUA estão oferecendo um acordo justo e razoável e esperam que o país aceite. Caso contrário, o presidente americano ameaçou destruir todas as usinas de energia e pontes do Irã. A imprensa informou que o vice-presidente J. D. Vance também estará presente em Islamabad.
Na primeira rodada de negociações, realizada no final de semana anterior, não houve um consenso sobre o encerramento da guerra, que teve início em 28 de fevereiro e que está sob um cessar-fogo que começou em 7 de novembro e se estende por duas semanas.
No último sábado (18), o Irã informou que reestabeleceu o bloqueio no Estreito de Ormuz, uma via crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial. Essa medida foi tomada em resposta às declarações de Trump sobre a continuidade do bloqueio naval às embarcações iranianas até que um acordo para a paz seja firmado.




