O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou que, caso o Irã não aceite o acordo que será apresentado em uma nova rodada de negociações, os EUA deixarão de adotar uma postura conciliatória. Os termos do acordo, que devem ser divulgados na próxima segunda-feira (20), foram considerados por Trump como "muito justos e razoáveis".
Trump mencionou que o Irã disparou recentemente no Estreito de Ormuz, o que ele classificou como uma "violação total" do cessar-fogo existente. Os disparos alegadamente atingiram um navio francês e um cargueiro do Reino Unido. Em suas declarações, o presidente afirmou que seus representantes embarcarão para Islamabad, no Paquistão, para iniciar as negociações, com chegada prevista para a noite de amanhã.
A Casa Branca confirmou a participação do vice-presidente dos EUA, JD Vance, nas negociações em Islamabad, que contará também com a presença do enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump. A segurança na capital paquistanesa foi intensificada neste domingo (19), com a implementação de bloqueios e a suspensão do transporte público, além de ordens de desocupação para os principais hotéis da cidade. Essa nova rodada de conversas está programada para ocorrer três dias antes do término do período de cessar-fogo entre os dois países.
Por outro lado, o Irã não demonstrou interesse em participar das negociações. A agência de notícias Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária Iraniana, informou que houve uma troca de mensagens com Washington, mas o regime iraniano condicionou qualquer diálogo ao fim do bloqueio marítimo imposto pelos EUA. Essa situação deve causar descontentamento em Trump, que reiterou sua expectativa de um acordo nesta segunda-feira.
Trump fez declarações contundentes sobre as consequências de uma eventual recusa por parte do Irã, afirmando que os Estados Unidos poderiam "destruir cada usina de energia e cada ponte" no país. Ele garantiu que, se o acordo não for aceito, será uma honra para ele tomar as medidas que, segundo ele, deveriam ter sido adotadas por presidentes anteriores ao longo de 47 anos. "É hora de acabar com a máquina assassina do Irã! Chega de ser o bonzinho!", declarou o presidente.
O presidente também analisou o bloqueio do Estreito de Ormuz, que o Irã costuma usar como forma de pressão internacional, considerando-o um movimento "estranho". Trump argumentou que o governo iraniano está enfrentando perdas financeiras significativas, afirmando que o Irã perde cerca de US$ 500 milhões por dia devido ao fechamento da passagem.




