As autoridades francesas decidiram proibir um protesto do Conselho Nacional da Resistência Iraniana (CNRI), que estava programado para ocorrer em Paris no dia 20. A Prefeitura de Polícia justificou a medida com a alegação de que havia um "sério risco" de confrontos entre ativistas com opiniões divergentes, o que poderia comprometer a ordem pública durante o evento.
A proibição foi anunciada poucas horas após uma conversa telefônica entre o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, e seu colega iraniano, Abbas Araqchi, realizada na quinta-feira, dia 18. Durante a ligação, os dois discutiram as negociações relacionadas ao fim do conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irã.
Afchine Alavi, representante do CNRI na França, reagiu à decisão, classificando os argumentos de segurança apresentados pela Prefeitura de Polícia como "fúteis e até ridículos". Ele destacou que manifestações anteriores do grupo não resultaram em episódios de violência, ressaltando que a proibição é, na verdade, uma decisão política.
Alavi também acusou o regime iraniano de exercer "chantagem" sobre os países que acolhem a Resistência Iraniana, com o intuito de evitar a exposição dos crimes perpetrados por seu governo. Ele considerou que o veto à marcha é uma estratégia para silenciar a oposição.
Em resposta às acusações do CNRI, o Ministério das Relações Exteriores da França negou qualquer ligação entre a proibição do protesto e a conversa entre os chanceleres. Em uma declaração, a pasta afirmou que a alegação do CNRI é "falsa", enfatizando que o ministro iraniano não mencionou o protesto nem solicitou sua anulação durante a conversa.




