O influenciador César Gastélum, de 24 anos, foi assassinado em Culiacán, capital do estado de Sinaloa, durante uma transmissão ao vivo em suas redes sociais. O crime ocorreu por volta das 20h, horário local (2h da manhã de Brasília), enquanto ele aguardava um pedido de comida em frente a um restaurante de fast-food na área do Desenvolvimento Urbano Tres Ríos. Gastélum, conhecido por seus vídeos humorísticos sobre o cotidiano em Sinaloa, estava acompanhado de duas pessoas no momento do ataque.
Durante a transmissão, um motociclista parou ao lado do grupo e disparou contra a cabeça do influenciador. Os dois acompanhantes de Gastélum não foram atingidos e escaparam ilesos. O ataque foi parcialmente registrado pela transmissão ao vivo, que chocou os espectadores. A Procuradoria-Geral do Estado de Sinaloa iniciou um inquérito para investigar o homicídio, mas até o momento não houve prisões e não foi identificado um motivo claro para o crime.
Esse assassinato acontece em um cenário de crescente violência em Sinaloa, onde, desde 2024, a rivalidade entre facções do Cartel de Sinaloa tem resultado em um aumento significativo de homicídios, desaparecimentos e ataques armados em várias cidades da região. O caso de Gastélum se soma a uma série de assassinatos de criadores de conteúdo que têm gerado preocupações sobre a segurança desses profissionais no país.
Em maio de 2025, Valeria Márquez, outra influenciadora, foi assassinada enquanto fazia uma transmissão ao vivo em um salão de beleza em Zapopan, Jalisco, em um episódio que está sendo investigado como feminicídio. Na mesma semana, um juiz deu início a um processo legal contra um dos suspeitos do crime. Outro caso notório é o de Juan Luis Lagunas Rosales, conhecido como El Pirata de Culiacán, que foi assassinado em dezembro de 2017 em um bar em Zapopan após ganhar notoriedade nas redes sociais.
Além disso, em janeiro de 2022, Alfredo Villar, conhecido como El Villano, administrador da página Lo Real de Guerrero, foi assassinado em Acapulco. Mais recentemente, em agosto de 2025, Camilo Ochoa, conhecido como El Alucín, também foi morto em Morelos, um crime que as autoridades associaram a disputas entre grupos do crime organizado. Esses assassinatos têm reacendido o debate sobre os riscos enfrentados por criadores de conteúdo no México, especialmente durante transmissões ao vivo, que expõem sua localização.
Embora ainda não haja confirmação de uma relação direta entre o assassinato de Gastélum e sua atividade como influenciador, o caso evidencia como a violência no México impacta aqueles que estabelecem uma presença pública nas plataformas digitais.




