Na tarde de quarta-feira (12), a família da recém-nascida sequestrada em Campo Grande se apresentou novamente à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). O pai, de 21 anos, chegou à delegacia por volta das 12h25, transportado em um veículo da Polícia Civil, sem algemas. Ele permaneceu no local por cerca de quatro horas antes de ser liberado. A mãe da criança, uma adolescente de 17 anos, e a avó materna também estiveram presentes, participando de uma nova rodada de depoimentos para esclarecer as circunstâncias do caso.
A bebê foi encontrada na madrugada do dia 9 de outubro em uma residência localizada em Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Ela estava sob os cuidados de Alex Melo de Abreu e Suzilaine da Graça Costa, que foram detidos pelas autoridades paraguaias e posteriormente expulsos do país, sendo entregues à Polícia Federal (PF). A investigação da Polícia Civil ainda busca entender como a criança saiu da companhia da mãe e chegou até os suspeitos detidos na fronteira.
Desde o início das investigações, surgiram informações conflitantes sobre o desaparecimento da criança. A mãe relatou uma versão em que afirmou ter sido atraída para uma casa após receber uma proposta de R$ 100 para cuidar de outra criança. Segundo seu relato, ela foi rendida, amarrada e mantida em um banheiro, sendo libertada em uma área de mata nas proximidades da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, sem a bebê.
Contudo, outras informações levantadas durante a apuração sugeriram a possibilidade de que a criança tivesse sido entregue devido a uma dívida, uma hipótese que a família negou. Em um depoimento anterior, o pai compareceu à DEPCA na sexta-feira (7) para refutar qualquer envolvimento com facções criminosas. Com a localização da bebê e a prisão dos principais suspeitos, os investigadores estão agora revisitando os depoimentos para confrontar as versões apresentadas e reconstruir os eventos que levaram ao sequestro.
Atualmente, a recém-nascida encontra-se em segurança e sob os cuidados da rede de proteção, embora o local exato de acolhimento permaneça em sigilo. A decisão sobre a custódia da criança ficará a cargo da Vara da Infância e Juventude, que avaliará a situação para determinar com quem a bebê ficará.




