O dólar comercial fechou a quinta-feira (13) com uma alta de 0,25%, cotado a R$ 5,1925. Esse aumento ocorreu em meio à saída de capital estrangeiro do Brasil e a incertezas relacionadas aos juros e ao cenário eleitoral. O Ibovespa, que é o principal índice da B3, apresentou uma queda de 0,23%, encerrando o dia em 167.101 pontos. Com esses resultados, a moeda norte-americana acumulou uma alta de 1,88% na semana e de 2,16% somente em agosto. Apesar do avanço recente, o dólar ainda registra uma queda de 5,64% desde o início do ano.
A saída de investidores estrangeiros da B3 também foi um fator relevante que pressionou os negócios. Até a terça-feira (11), os estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa nos primeiros sete pregões de agosto, colocando este mês como o segundo com a maior retirada de recursos estrangeiros em 2023, atrás de maio, que teve uma saída de R$ 14,91 bilhões em 21 pregões. Em apenas sete sessões, agosto já alcançou cerca de 80% do total retirado em maio. Essa movimentação contrasta com julho, quando houve uma entrada de R$ 2,56 bilhões na bolsa.
No primeiro trimestre de 2023, também foi observada uma entrada significativa de capital estrangeiro, com R$ 26,31 bilhões em janeiro, R$ 15,40 bilhões em fevereiro e R$ 11,66 bilhões em março. No entanto, em junho, os investidores estrangeiros retiraram R$ 7,79 bilhões. No Brasil, os investidores acompanharam novos indicadores econômicos. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estimou a safra de grãos de 2026 em 347,4 milhões de toneladas, um resultado ligeiramente superior ao do ano anterior. Além disso, as vendas no varejo apresentaram um crescimento de 0,5% em junho, enquanto o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) permaneceu em um nível de pessimismo pelo 19º mês consecutivo.
Entre as empresas, a Americanas reportou um prejuízo de R$ 274 milhões no segundo trimestre, quase três vezes maior que o resultado negativo do mesmo período de 2025. No cenário internacional, os mercados repercutiram os preços ao produtor nos Estados Unidos, que permaneceram estáveis em julho, com uma queda nos preços dos bens e um aumento nos serviços. Esses dados mantiveram a atenção voltada às decisões futuras do Fed (Federal Reserve) sobre juros.
A tensão geopolítica entre Estados Unidos e Irã também seguiu sendo uma preocupação para os investidores. O governo iraniano reafirmou seu controle sobre o Estreito de Ormuz, contestando declarações feitas pelos Estados Unidos sobre a região, que é responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo. Apesar desses desdobramentos, o preço do petróleo fechou em queda, com o barril do Brent, referência internacional, recuando 2,15%, para US$ 87,07. O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, caiu 2,43%, encerrando o dia a US$ 81,25.




