Na última quarta-feira (1º), o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA, anunciou a imposição de sanções a dois cidadãos brasileiros, três empresas do Brasil e uma empresa de Portugal. Essa medida é resultado dos vínculos desses indivíduos e entidades com o Primeiro Comando da Capital (PCC), considerado a maior organização criminosa da América Latina.
Essa é a primeira ação formal do governo dos EUA desde que grupos criminosos brasileiros foram designados como terroristas. O Departamento do Tesouro destacou que o PCC representa uma "ameaça significativa à segurança nacional dos EUA", especialmente devido às atividades de lavagem de dinheiro associadas ao narcotráfico, que ocorrem em diversas partes do país, com destaque para a Flórida.
De acordo com as autoridades americanas, o grupo também está envolvido na expansão do tráfico de drogas nos Estados Unidos, além de contrabandear grandes quantias de dinheiro para cartéis e realizar diversas atividades ilícitas para gerar receita. O governo de Donald Trump classificou o PCC como a maior organização criminosa transnacional (OCT) no Hemisfério Ocidental, com operações que se estendem a países como Reino Unido, Turquia e Japão.
Gene Lange, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, afirmou que essa designação é um passo importante para reconhecer e combater a crescente presença de atividades ilícitas do PCC nos EUA. Lange enfatizou que não é aceitável que o crime organizado do Hemisfério Ocidental estabeleça operações em território americano, contribuindo para a criminalidade.
Desde que as facções brasileiras foram designadas em junho, os EUA adotaram uma postura firme contra o crime organizado oriundo do Brasil. O Departamento de Segurança Interna (DHS) informou recentemente sobre a prisão de um ex-chefe do PCC e do CV em uma operação policial na Carolina do Norte.
Além disso, o governo Trump anunciou a desarticulação de uma rede de lavagem de dinheiro do PCC que atuava a partir da Flórida e de São Paulo. Em janeiro, o FBI prendeu seis integrantes do grupo na Flórida, que foram indiciados por lavagem de dinheiro em um Tribunal Distrital no Distrito Sul da Flórida. A ação mais recente do OFAC visa atingir o núcleo da rede do PCC baseado em São Paulo.




