O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, gerou polêmica nesta quinta-feira (13) ao classificar colonos israelenses na Cisjordânia como terroristas. A declaração ocorre em um cenário de crescente tensão entre os dois países aliados, especialmente após relatos de colonos que estiveram retendo duas famílias palestinas em suas residências no vilarejo de Qusra desde domingo (9).
Huckabee utilizou a rede social X para responder a questionamentos sobre a inação dos EUA diante do caso. Ele garantiu que a embaixada americana está MUITO envolvida e que, a pedido dos Estados Unidos, as Forças de Defesa de Israel e a Polícia de Israel foram mobilizadas para remover os colonos acusados de cometer atos criminosos. “As ações daqueles que fazem isso com a casa desta família são criminosas”, afirmou o diplomata em sua postagem.
Adicionalmente, Huckabee enfatizou que a Casa Branca já está ciente da situação e que não se pode afirmar que o embaixador ou a embaixada não estão se importando. Ele descreveu as ações dos colonos como repugnantes e inaceitáveis, ressaltando que não há desculpas para tal comportamento.
Em uma segunda postagem, o embaixador incluiu um vídeo que comprova a intervenção das Forças de Defesa de Israel e da Polícia de Israel em Qusra, afirmando que essas forças foram necessárias para remover invasores que intimidavam os moradores palestinos. Huckabee reafirmou que tanto Israel quanto a embaixada americana estão agindo para proteger os cidadãos palestinos e os proprietários de imóveis na região.
De acordo com informações veiculadas pela emissora britânica BBC, as Forças de Defesa de Israel informaram que enviarão tropas adicionais à Cisjordânia, uma vez que não conseguiram afastar os colonos das residências das famílias mencionadas. As famílias Abu Ridi e Hassan relataram que o fornecimento de água e eletricidade foi interrompido e que estão enfrentando escassez de alimentos.
Apesar de Israel ter anunciado ações para conter a violência perpetrada por colonos contra palestinos na Cisjordânia, o governo frequentemente é acusado de negligência. A situação em Qusra ocorre em um período de tensões na relação entre Estados Unidos e Israel, especialmente durante a gestão de Donald Trump, que anteriormente criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por suas ações contra o grupo terrorista Hezbollah no Líbano, que, , prejudicavam as negociações com o Irã.




