O centenário de Fidel Castro, ex-líder cubano, foi marcado por homenagens de integrantes da esquerda brasileira. Lindbergh Farias, do Partido dos Trabalhadores (PT-RJ), publicou em sua conta no X uma imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao lado de Fidel, quando o ditador ainda estava vivo. Farias destacou a revolução liderada por Fidel, que, segundo ele, transformou Cuba em um símbolo de resistência e soberania frente ao bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
Em meio a um cenário de tensões com os EUA e a Argentina, a campanha de reeleição de Lula tem utilizado o discurso da soberania como um diferencial em relação aos adversários, especialmente em relação à sobretaxa estabelecida pelo governo de Donald Trump. A deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB-PR, também se manifestou em homenagem a Fidel Castro em sua conta no X, ressaltando as dificuldades enfrentadas por Cuba devido ao embargo econômico. Ela afirmou que Fidel é um exemplo de amor ao seu país e à luta contra a ofensiva imperialista.
O jornalista Breno Altman, conhecido por seu alinhamento com a esquerda, republicou uma entrevista que realizou com Fidel Castro em 2001, na qual o descreveu como o maior líder da América Latina e uma inspiração para os povos do mundo. Essa declaração ecoa a de Lula em 2016, quando o presidente brasileiro se referiu a Fidel como “o maior dos latino-americanos”. Lula, que teve uma amizade próxima com o ditador, foi um dos cofundadores do Foro de São Paulo em 1990, um espaço que visa articular líderes de esquerda na América Latina.
Em uma mensagem enviada a Cuba, Lula expressou que sua terceira presidência se deve ao estímulo e à sabedoria de Fidel Castro. As homenagens ao centenário refletem o impacto duradouro que Fidel teve em líderes e movimentos de esquerda na região, ressaltando a conexão entre os ideais de soberania e resistência que ele representou para muitos na América Latina.




