McKenna West, que oferece serviços de barriga de aluguel, obteve uma vitória inicial em sua disputa judicial nos Estados Unidos ao recusar um aborto após a confirmação de que o bebê apresentava uma grave doença cardíaca. O diagnóstico foi feito quando o feto estava com 20 semanas de desenvolvimento, revelando a síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo (SHVE).
O bebê, que recebeu o nome de Gabriel, nasceu antes do previsto, em 12 de setembro, conforme informação de seu advogado, Lincoln Wilson. O recém-nascido agora está recebendo tratamento para sua cardiopatia congênita, o que pode ser crucial para sua sobrevivência, segundo o defensor.
O conflito legal teve início em abril, quando o casal da Califórnia que contratou West solicitou a interrupção da gravidez, com base em uma cláusula do contrato que previa o aborto em casos de “anomalias” detectadas no feto. West, no entanto, se negou a realizar o procedimento e decidiu se deslocar para o Texas, onde poderia ser reconhecida como mãe biológica pela legislação estadual.
Na terça-feira, 11 de setembro, a Justiça confirmou a petição de McKenna, que contava com o apoio do procurador-geral do Texas, Ken Paxton. Este, por sua vez, havia solicitado que os médicos garantissem os cuidados necessários ao bebê imediatamente após o nascimento, assegurando que ele não fosse retirado do estado.
Uma ordem judicial de emergência foi emitida, obrigando que dois hospitais em Dallas prestassem os cuidados essenciais ao recém-nascido, incluindo tratamento intensivo e, possivelmente, uma cirurgia. Para casos como o de Gabriel, a intervenção cirúrgica é um procedimento quase imediato e essencial para a sobrevivência da criança.
Apesar da vitória inicial, a situação legal de McKenna permanece indefinida, uma vez que uma nova ordem judicial a impede de ter contato com o bebê. Essa restrição está atrelada a uma disputa sobre os direitos parentais, que ainda precisa ser resolvida.




