O dólar à vista iniciou a semana em queda, finalizando a segunda-feira, 20, cotado a R$ 5,0893, com um recuo de 0,43%. Em paralelo, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também apresentou uma leve diminuição de 0,20%, alcançando 173.371 pontos. Os investidores estão focados nos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que já dura dez dias, e que gera preocupações sobre os efeitos no comércio global de petróleo.
A tensão permanece alta no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte mundial de petróleo, onde um bloqueio parcial tem elevado as incertezas relacionadas ao abastecimento internacional da commodity. Essa situação influencia diretamente as expectativas de inflação em diversos países. Durante o último fim de semana, pelo menos quatro militares americanos foram mortos em ataques atribuídos ao Irã, levando o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos a anunciar uma nova ofensiva militar contra alvos iranianos, intensificando assim o clima de tensão no Oriente Médio.
Apesar da escalada do conflito, a moeda norte-americana apresentou uma desvalorização frente ao real. No acumulado do mês, a moeda dos Estados Unidos já registra uma queda de 1,42%. Em uma análise mais ampla, desde o início do ano de 2026, a desvalorização do dólar chega a 7,28%.
No mercado de petróleo, o barril do Brent, uma referência internacional, teve alta de 0,99%, encerrando o dia cotado a US$ 88,97. Por outro lado, o WTI (West Texas Intermediate), que é a referência nos Estados Unidos, também teve um avanço, fechando a US$ 83,09, com um crescimento de 0,73%.




