O presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, teve seu celular e outros dispositivos eletrônicos apreendidos por autoridades dos Estados Unidos em Nova York. A ação ocorreu antes do retorno da comitiva ao país após a derrota da seleção argentina para a Espanha na final da Copa do Mundo no dia 19.
Tapia foi intimado a prestar depoimento no dia 30 perante o Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul da Flórida. Essa intimação está relacionada a um processo que investiga a estrutura financeira dos contratos comerciais da AFA. A investigação foi mencionada por diversos meios de comunicação, incluindo uma reportagem do jornal La Nación, que revelou a ação de procuradores do Departamento de Justiça e do FBI.
A investigação, que teve início em 2025, foca em transações nos Estados Unidos ligadas à entidade presidida por Tapia, visando apurar possíveis crimes como lavagem de dinheiro e fraudes no sistema bancário americano. Os procuradores estão buscando testemunhas que possuam conhecimento sobre eventos ocorridos durante a gestão de Tapia e do tesoureiro Pablo Toviggino, especialmente em relação à empresa TourProdEnter LLC, que administrava os contratos comerciais da AFA no exterior.
Os valores envolvidos nas transações sob investigação superam a cifra de US$ 300 milhões, o que intensifica a preocupação com a situação da AFA. Além das investigações nos EUA, a federação está enfrentando problemas legais na Argentina. Em 26 de junho, um tribunal de apelações manteve o indiciamento da AFA e de seus dirigentes Tapia e Toviggino por acusações de fraude fiscal.
O cenário atual representa um momento delicado para a Associação do Futebol Argentino, que já estava sob pressão devido a sua atuação e administração financeira. As repercussões dessas investigações podem ter um impacto significativo na credibilidade da entidade e em suas operações futuras, especialmente com o foco da mídia e das autoridades nas questões financeiras que cercam a federação.




