O conservador The Wall Street Journal (WSJ) trouxe à tona, neste domingo (9), um desafio significativo que o governo de Donald Trump enfrenta para anunciar uma vitória na guerra do Irã. As exigências impostas pelo regime iraniano para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz dificultam a situação. De acordo com autoridades americanas consultadas pelo WSJ, Trump considerou a possibilidade de retirar suas tropas do conflito, mesmo sem um acordo nuclear, em um contexto onde os EUA e Israel iniciaram a guerra em fevereiro, sob a alegação de que o Irã estava próximo de desenvolver uma arma nuclear.
Na última sexta-feira (7), Trump já havia dado indícios de sua intenção de declarar vitória em breve. Ele compartilhou na rede Truth Social um artigo do site 19FortyFive, que afirmava: “Donald Trump venceu a guerra com o Irã”. As informações obtidas revelam que o presidente dos Estados Unidos está disposto a manter um cessar-fogo por tempo indeterminado, contanto que o programa nuclear iraniano permaneça “sob controle”, mesmo na ausência de um acordo, e que o tráfego no estreito seja totalmente restabelecido.
Entretanto, o regime iraniano manifestou, no último fim de semana, que um acordo em negociação com Omã, visando a administração do Estreito de Ormuz, não seria suficiente para reabrir a passagem marítima. O Irã destacou que os Estados Unidos precisam atender a uma série de exigências, incluindo o pagamento de indenizações, a retirada das tropas americanas de países vizinhos e o término do bloqueio naval que afeta os portos iranianos.
Mona Yacoubian, diretora do programa para o Oriente Médio do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), mencionou que as exigências inflexíveis do Irã tornam cada vez mais complicado para o presidente encontrar uma maneira de sair honrosamente do conflito. Por sua vez, Gregory Brew, especialista em Irã da consultoria Eurasia Group, comentou que os iranianos acreditam que Trump deseja se retirar do conflito e está focado na reabertura do estreito. Isso, , explicaria a postura de negociação agressiva adotada pelo regime.
O Irã reafirma seu controle sobre as rotas marítimas no estreito, além de exigir pedágios das embarcações que transitam por Ormuz, um ponto que é inaceitável para os Estados Unidos. A situação se torna cada vez mais tensa, com as negociações entre as partes em um impasse, enquanto o mundo observa os desdobramentos desse conflito no Oriente Médio.




