A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) deu início a uma campanha de petição que visa solicitar às Nações Unidas e ao Conselho da Europa medidas de proteção à liberdade religiosa, em resposta à crescente perseguição enfrentada em 62 países. A organização católica enfatiza que "ninguém deveria ter que escolher entre sua fé e sua vida". Atualmente, cerca de 5,4 bilhões de pessoas, representando quase dois terços da população mundial, residem em nações onde indivíduos e comunidades sofrem assédio, violência e, em casos extremos, até mesmo morte devido às suas crenças.
A ACN convida a população a assinar uma petição endereçada ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres; ao alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk; à Assembleia Geral da ONU; ao presidente do Conselho Europeu, António Costa; além de governos democráticos, embaixadores e representantes diplomáticos. O objetivo da campanha é exigir que os líderes internacionais assegurem a proteção do direito fundamental à liberdade de pensamento, consciência e religião, conforme estabelecido no Artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948.
Em seu "Relatório de Liberdade Religiosa no Mundo 2025", a ACN alerta que aproximadamente 5,4 bilhões de pessoas estão expostas a perseguições, opressões ou discriminações em 62 países, uma situação que se intensificou por ações de atores tanto estatais quanto não estatais. A fundação pontifícia ressalta que essa crise grave de Direitos Humanos não pode ser ignorada e faz um apelo para que governos democráticos e organismos internacionais condenem publicamente todas as formas de perseguição religiosa.
Além disso, a ACN requer que a liberdade religiosa seja uma prioridade nas políticas externas e nas relações diplomáticas, solicitando a implementação de medidas adequadas contra regimes que violam sistematicamente esse direito. A organização também propõe a adoção de ações concretas para evitar violações, garantir a proteção efetiva desse direito e fomentar o desenvolvimento socioeconômico das minorias religiosas.
A carta da ACN também clama pela proteção de comunidades religiosas em risco, especialmente em nações que enfrentam violência sectária ou extremismo religioso. Essa ação visa prevenir a migração forçada, permitindo que as comunidades permaneçam em suas terras e lares ancestrais. Por último, a petição pede que indivíduos e grupos que estão sob perseguição religiosa recebam a assistência jurídica e ajuda emergencial necessárias para sua proteção.
Os interessados em apoiar a causa podem acessar o link disponibilizado pela ACN para assinar a petição.




