O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, voltou a criticar o presidente Javier Milei nesta sexta-feira (21) durante sua visita a Montevidéu, onde participou do III Congresso Pan-Americano. Kicillof, que se reuniu com o presidente uruguaio, Yamandú Orsi, fez declarações à imprensa sobre a recente viagem de Milei ao Brasil, onde o presidente argentino disparou ataques contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Kicillof expressou que não foi benéfico para a Argentina que o presidente tenha feito comentários negativos sobre o líder da República Federativa do Brasil, ressaltando que essa situação criou uma "fragilidade" nas relações diplomáticas entre os dois países. "Digo isso como governador da província. Nossa província tem relações comerciais com o Brasil, e empresas brasileiras operam dentro de suas fronteiras", afirmou Kicillof.
A crise diplomática entre Milei e Lula começou quando o presidente argentino chamou o petista de "ladrão" e o rotulou de "corrupto" durante uma convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em uma entrevista ao canal de notícias LN+, Milei reiterou suas críticas, afirmando que Lula foi condenado por roubo e corrupção.
Os ataques de Milei resultaram na convocação do embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas e a convocação do embaixador argentino em Brasília. Em resposta às suas declarações, Milei defendeu sua postura, alegando que é menos grave chamar um ladrão de ladrão do que cometer o ato de roubar.
Além disso, em 4 de agosto, o Brasil decidiu expulsar o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, e não enviou o embaixador brasileiro a Buenos Aires, evidenciando a gravidade da crise entre os dois países. As tensões diplomáticas continuam a repercutir nas relações comerciais e políticas entre Argentina e Brasil.




