Os Estados Unidos iniciaram uma nova etapa em sua luta contra o crime organizado na América Latina, com planos de realizar operações militares por terra para desmantelar facções criminosas. Essa ofensiva, liderada pelo governo de Donald Trump, tem como alvo grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que foram recentemente classificados como organizações terroristas.
A mudança de estratégia dos americanos marca uma transição de uma abordagem centrada em inteligência e apreensão de embarcações para uma fase mais agressiva, que inclui ataques diretos em território latino-americano. O secretário de Guerra, Pete Hegseth, afirmou que as táticas empregadas no combate ao terrorismo no Oriente Médio serão adaptadas para enfrentar os cartéis no Hemisfério Ocidental, tratando esses grupos criminosos com a mesma severidade aplicada a organizações extremistas internacionais.
Com a nova classificação, PCC e CV se tornam alvos legítimos para operações militares e de inteligência fora dos Estados Unidos. Essa mudança é significativa, pois permite que Washington intervenha em países vizinhos onde essas facções operam, como Colômbia e Paraguai, que já aceitaram colaborar com os americanos, tornando-os vulneráveis à nova ofensiva, mesmo sem intervenção direta no Brasil.
A estratégia dos EUA conta com o apoio de várias nações que integram o Escudo das Américas. Países como Colômbia e Equador, sob a liderança de Abelardo de la Espriella, já autorizaram operações militares conjuntas com as forças americanas. Além disso, Argentina, Paraguai, Chile e El Salvador fazem parte da Coalizão Americana Contra os Cartéis, proporcionando apoio logístico, treinamento e acesso territorial para os militares dos Estados Unidos.
Embora uma operação militar no Brasil seja considerada improvável devido ao custo diplomático, a pressão sobre o governo brasileiro pode aumentar. À medida que os vizinhos do Brasil intensificam a colaboração militar com Washington, o país pode se ver isolado e sob maior cobrança para apresentar resultados efetivos contra PCC e CV. Ademais, operações nas fronteiras podem se aproximar do território brasileiro, o que poderia resultar em crises diplomáticas em caso de incursões não autorizadas em áreas de controle complexo.




