O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou uma ofensiva econômica contra o Irã, afirmando que nações que apoiem o regime também enfrentarão repercussões. O Ministério das Relações Exteriores iraniano repudiou essa ação, considerando-a ilegal.
A analista de Internacional Fernanda Magnotta, durante o programa CNN 360º, destacou que a abordagem pode transformar uma estratégia de pressão sobre o Irã em uma disputa pelo poder econômico dos Estados Unidos. As sanções secundárias, empregadas por Trump, não se limitam apenas ao adversário direto, mas também atingem todos aqueles que mantêm algum tipo de relação com o Irã.
Entre os países que podem ser impactados pelas sanções, Magnotta mencionou Turquia, Iraque, Paquistão e Omã, além da China. Esses países são parceiros econômicos do Irã e compartilham áreas estratégicas, como o Estreito de Ormuz.
A China tem um papel crucial nessa dinâmica, sendo o principal comprador do petróleo iraniano, com volumes próximos a 1,4 milhão de barris por dia no ano anterior. Mesmo em períodos de crise, esse fluxo não foi interrompido, conforme apontou a analista.
A agressiva estratégia de Trump pode afetar diretamente as relações entre Estados Unidos e China, que são descritas como complexas e repletas de tensões. A China já expressou desconforto diante das ameaças norte-americanas, embora tenha tentado se distanciar da situação. Magnotta observou que será necessário que os chineses respondam caso essa abordagem seja mantida.
O cerco econômico proposto pelo governo dos Estados Unidos amplia as opções de pressão, mas também pode provocar efeitos colaterais significativos. Para a analista, essa estratégia pode resultar em um regime iraniano isolado, caso funcione, mas também eleva os custos e a possibilidade de um conflito mais amplo.




