O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou a pressão sobre o Irã ao revelar, nesta quarta-feira (19), uma nova ofensiva econômica contra o regime islâmico. Em sua publicação na Truth Social, Trump descreveu essa ação como a "mais devastadora operação econômica já adotada contra qualquer país" e afirmou que a estratégia se baseará em uma "guerra econômica e isolamento em escala sem precedentes".
Além de direcionar suas ações ao Irã, Trump também fez ameaças explícitas a países que continuarem a oferecer apoio econômico a Teerã. O presidente advertiu que governos que permitirem que bancos, empresas, aeroportos ou instituições públicas mantenham qualquer tipo de auxílio ao regime iraniano poderão enfrentar "tremendas consequências econômicas" impostas pelos Estados Unidos. Essa declaração surge em um contexto em que o presidente do banco central do Irã se reuniu recentemente com a ex-presidente Dilma Rousseff para discutir a adesão do país ao banco do Brincs.
Na sua mensagem, Trump destacou a intenção de combater operações de contrabando de petróleo, acordos financeiros, transferências em dinheiro, casas de câmbio, registros de navios e empresas de fachada que facilitam o apoio ao Irã. "Tudo isso precisa parar agora", escreveu o presidente, que também se referiu à nova fase da ofensiva como o "Dia D econômico".
Trump solicitou que países aliados dos Estados Unidos se unam ao esforço para aumentar o isolamento internacional do Irã, enfatizando que as medidas visam limitar a capacidade de Teerã de financiar seu poder militar e apoiar grupos terroristas no exterior. Essa movimentação ocorre logo após o presidente ter determinado a suspensão das conversas entre membros de seu governo e representantes iranianos, orientando seus enviados a interromper os contatos com Teerã na terça-feira (18).
A tensão entre os Estados Unidos e o Irã se intensifica em meio à disputa pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo. Trump reiterou que os Estados Unidos possuem "controle completo" sobre a passagem e afirmou que o bloqueio naval contra o Irã tem sido "extremamente eficaz".
Na mesma data, os Emirados Árabes Unidos, que representam o segundo maior parceiro comercial do Irã, anunciaram a suspensão de todo o comércio com o regime iraniano após o suposto ataque de dois mísseis balísticos ao país, um fato que o Irã negou. Em sua publicação, Trump ainda alegou que o Irã desperdiçou oportunidades de negociação e que seu governo não permitirá que o regime iraniano adquira armamento nuclear.




