Com o crescimento das interrupções de gravidez realizadas por meio do envio de pílulas abortivas pelo correio nos Estados Unidos, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB) lançou um apelo a todos os católicos do país. A iniciativa visa a realização de orações a São José, com o objetivo de "deter a disseminação" dessas pílulas.
A campanha de oração ocorrerá entre 18 de agosto e 31 de outubro, sendo lançada antes do Mês do Respeito à Vida, que acontece em outubro. O arcebispo Paul Coakley, presidente da USCCB, junto ao bispo Daniel Thomas, que preside o comitê de atividades pró-vida da Conferência, pediu uma mobilização de oração e ação para enfrentar o aumento do acesso a essas substâncias.
Ativistas que se opõem ao envio de pílulas abortivas pelo correio afirmam que essa prática é amplamente não regulamentada e representa riscos à saúde das mulheres. A situação se agravou após uma decisão da Suprema Corte dos EUA, que em maio permitiu a continuidade do envio de pílulas abortivas, mesmo diante de uma disputa legal sobre a questão.
Em uma carta datada de 18 de agosto, os bispos expressaram sua preocupação, afirmando que "todo aborto envolve a morte de uma criança e danos à mãe". Eles ressaltaram que a facilidade de acesso às pílulas abortivas tem contribuído para um aumento preocupante da taxa de abortos, além de elevar os riscos à saúde das mulheres.
Os bispos também criticaram a atuação da FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA), que, segundo eles, facilitou o surgimento de uma indústria de aborto por encomenda ao permitir que pílulas abortivas sejam prescritas em consultas de telemedicina. Essa prática inclui a venda das pílulas em farmácias comuns e online, contornando legislações estaduais que visam proteger a vida no útero.
Além disso, os bispos alertaram que a falta de regulamentação expõe as mulheres a abortos realizados em casa, sem supervisão médica, tornando-as vulneráveis a situações de exploração, principalmente por parceiros violentos ou traficantes de pessoas.




